Danem-se quaisquer palavras belas agora
Pois essa poesia
De miragens
É poesia dum sentimento tão pouco azul
De um tigre verde a vagar
Sob as águas invisíveis dos oceanos
Rasgando ondas
Rachando ar
A vontade era ver
De longe
Aquilo que só transita além das expressões
De lentes que pouco respiram
Que pouco aliviam a visão
De olhos que
Como se falseassem a arte das borboletas
Desistissem das vivas cores
Das molduras disformes
Das inteligências angélicas
Que preenchem uma divindade meio silenciosa
Do espírito tranqüilo de um homem
Homem
De passos humanos
Curvando a tez de sua vida
Às tardes solitárias de sóis em sombras
E miro a areia
E o mar não está lá
E miro o céu
E as nuvens não estão a sonhar
E miro a minha auto-imagem
Em nenhum lugar cravada
Como se fosse um escudo de grãos
Desfazendo-se
Dentro de um cálice cheio de ar
Pura miragem...
Pois essa poesia
De miragens
É poesia dum sentimento tão pouco azul
De um tigre verde a vagar
Sob as águas invisíveis dos oceanos
Rasgando ondas
Rachando ar
A vontade era ver
De longe
Aquilo que só transita além das expressões
De lentes que pouco respiram
Que pouco aliviam a visão
De olhos que
Como se falseassem a arte das borboletas
Desistissem das vivas cores
Das molduras disformes
Das inteligências angélicas
Que preenchem uma divindade meio silenciosa
Do espírito tranqüilo de um homem
Homem
De passos humanos
Curvando a tez de sua vida
Às tardes solitárias de sóis em sombras
E miro a areia
E o mar não está lá
E miro o céu
E as nuvens não estão a sonhar
E miro a minha auto-imagem
Em nenhum lugar cravada
Como se fosse um escudo de grãos
Desfazendo-se
Dentro de um cálice cheio de ar
Pura miragem...
Um comentário:
Estou "inaugurando" minha passagem por aqui...Confesso: estou (mais uma vez!) surpresa com a maturidade das suas palavras, do seu texto. Estou convencida da sua multiplicidade, da sua percepção por meio de tantas linguagens. Realmente lindo, suave, fluido...como o ar dos geminianos!
Siga em frente!
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